Mil quinhentos e dois mil e oito!
Há uma frase de um vampiro célebre que diz que o maior mal de ser imortal é ver a humanidade repetir os mesmos erros século após século.
Lendo isso, faz todo o sentido.
THOMPSON, John B. A mÃdia e a modernidade - Uma teoria social da mÃdia:
(…) Na França, por exemplo, um decreto real de 18 de março de 1521 ordenou ao Parlamento a garantir que nenhum trabalho fosse publicado sem ter a licença da Universidade de Paris, e em 13 de outubro de 1521 o Parlamento embargou a publicação e a venda de escritos sobre as Escrituras que não tivessem sido aprovadas pela faculdade de Teologia da Universidade. Mas esses decretos e embargos tiveram efeitos limitados. Muitos editores migragram para cidades além das fronteiras francesas, como Antuérpia, Estrasburgo e Basiléia, e imprimiram material para exportação clandestina. Grande quantidade de material foi produzido e contrabandeado para a França por mercadores e mascates. Surgiram organizações ilÃcitas e especialistas na distribuição de livros proibidos. Renovadas tentativas se fizeram para castigar o comércio de obras banidas, seguindo o “affaire des placards”, e Francisco I ordenou uma série de execuções espetaculares nas quais editores e livreiros foram levados à fogueira.
(- Lembra algo que parece atual?)
O comércio, todavia, continuou. Havia simplesmente muitas tipografias e muitos modos de transportar livros através das fronteiras para que o comércio fosse efetivamente controlado por decretos papais ou reais.
(Ufa!)